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Desertos marinhos aumentam 30% em dois anos

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Deserto Marinho

   Aumento da poluição nos oceanos é o motivo de proliferação de algas que "asfixiam" vida marinha (J.Jr. USP) 

       
  As áreas desertificadas aumentaram de 150 para 200 nos últimos dois anos, segundo estudo do Programa Ambiental da ONU, divulgado na Conferência Internacional de Poluição Marinha de Pequim, realizada em outubro. O estudo revelou também que o número de zonas-mortas nos oceanos dobrou nos últimos 40 anos.

  Áreas desertificadas são formadas pela proliferação descontrolada de algas aeróbicas que se alimentam da poluição. Em condições normais, essas algas não alteram o equilíbrio do oceano. Porém, com o despejo não tratado de resíduos orgânicos, como fertilizantes, lixo, esgoto e subprodutos da refinação de petróleo, elas têm alimento praticamente ilimitado para ampliar sua reprodução. As algas também consomem o oxigênio da água, tornando-o insuficiente para a respiração dos peixes, moluscos e todos outras formas de vida marinhas dependentes do oxigênio do mar, que morrem por asfixia em pleno oceano.

  Dentre essas 200 zonas, o Golfo do México é uma das maiores, e sofre processo de esgotamento devido às enormes quantidades de fertilizante despejados nas fazendas às margens do Rio Mississipi, que deságua no Golfo. Outra área bastante crítica é o Mar de Bohai, na China. Segundo relatório do Insituto de Oceanografia da China, a grande baía ao norte do país poderá perder toda sua vida vegetal e animal em 10 anos. A região é entrada para os portos de Pequim e Xinjian e sofre com o despejo descontrolado de resíduos industrias e lixo.

  No Brasil, fenômeno da reprodução dessas algas ocorreu anos atrás, quando a Baía da Guanabara foi invadida por uma maré vermelha – assim chamada devido à coloração das algas (foto) na ocasião. Com o verão e a maior presença de pessoas nas cidades costeiras o problema se amplia, já que aumenta a quantidade de esgoto despejado e o risco de uma nova maré vermelha se torna iminente.