Por André Lobão
O buraco sobre a camada de ozônio na Antártica cresceu em relação ao
ano passado, segundo a Organização Meteorológica Mundial e já chega
a 29 milhões de quilômetros quadrados, o mesmo tamanho observado no
ano 2000. Geir Braathen, especialista em camada de ozônio da agência
da ONU, falou no último dia 22/09 em Genebra, que a redução começou
mais tarde no último inverno, quando as temperaturas baixas
desencadeiam reações químicas que decompõem as camadas atmosféricas,
que tem a função de filtrar a radiação do sol, prejudicial à saúde.
"A redução do ozônio começou mais tarde, mas quando começou, ocorreu
muito rápido". Disse Braaten num encontro com jornalistas.
O especialista afirmou que o buraco cresce a níveis maiores
de 2003 e se iguala ao registrado no ano 2000. Segundo Braathen,
embora o uso dos clorofluorcarbonetos (CFC) tenha sido reduzido,
grandes quantidades de cloro e bromo permanecem na atmosfera e vão
continuar causando a redução da camada por vários anos.
No último mês de agosto o OMM e o Programa Ambiental da ONU (UNEP),
divulgaram que os níveis da camada protetora voltariam a tamanhos
anteriores de 1980 até ao ano de 2049, sobre a Europa, América do
Norte, Ásia, Austrália, África e América Latina. Conforme comunicado
das agências, a Antártica só vai recuperar a camada de ozônio em
2065.
Fonte: Agência Reuters